Funk Ostentação em Tintas e Telas une grafitti e música em exposição inédita nas Fábricas de Cultura na Casado Graffiti

Publicado em

desenho de um menino de fones de ouvido com camisa xadrez e ao fundo letras brancas

Funk Ostentação em Tintas e Telas une grafitti e música em exposição inédita nas Fábricas de Cultura na Casado Graffiti

As Fábricas de Cultura, em parceria com a Casa do Graffitti, apresentam a exposição Funk Ostentação em Tintas e Telas, uma mostra que promove o encontro entre a linguagem do grafitti e o universo do funk ostentação, movimento cultural que marcou uma geração ao traduzir sonhos, conquistas e vivências periféricas por meio da música, da estética e da identidade.

A exposição reúne 12 artistas grafiteiros(as) convidados(as) para criar obras inéditas inspiradas em grandes sucessos do gênero. As canções ganham novas interpretações visuais e se transformam em narrativas que abordam temas como pertencimento, representatividade, desejo, consumo e ascensão social.

Entre os destaques da mostra estão as releituras de músicas que marcaram o funk ostentação. A artista Mandi apresenta sua visão sobre a canção São Paulo, de MC Daleste; Fixxa interpreta Ela é Top, de MC Bola; Rocket traz referências da música Megane, de MC Boy do Charmes; e Felipe Cortez revisita Novinha Vem Que Tem, de MC Lon.

Ao transportar a essência das ruas para o espaço expositivo, os artistas preservam características marcantes do grafitti, utilizando cores vibrantes, tipografias expressivas e elementos visuais que dialogam diretamente com a cultura urbana. Mais do que uma exposição, Funk Ostentação em Tintas e Telas celebra a potência criativa das periferias brasileiras e reafirma o grafitti como ferramenta de memória, identidade e expressão artística contemporânea.

Artistas participantes

A mostra reúne nomes de diferentes regiões do estado de São Paulo, com trajetórias que dialogam com a arte urbana, a educação, a tecnologia e a transformação social.

Sow – Instagram: @sow84
Conhecido por unir referências da cultura pop, dos animes e dos videogames à estética do grafitti, Sow desenvolve uma linguagem visual marcada pela presença de pixels e elementos digitais. Sua produção propõe reflexões sobre temas contemporâneos por meio de uma abordagem que combina arte urbana e tecnologia.

Nill – Instagram: @nilartesbr
Natural de Santos, Nill é um dos principais nomes da arte urbana da Baixada Santista. Com mais de duas décadas de atuação, destaca-se pela inovação ao integrar grafitti e realidade aumentada em seus trabalhos. Também desenvolve projetos voltados à inclusão social, acessibilidade e formação artística.

Mandi – Instagram: @mandi.graffiti (caso este seja o perfil oficial utilizado pelo artista)
Rodrigo Dutra, conhecido como Mandi, iniciou sua trajetória nas ruas da Zona Leste de São Paulo. Com forte ligação com a cultura periférica, o artista desenvolve trabalhos em muros e telas, levando para suas obras referências do cotidiano e da vivência urbana.

Rocket – Instagram: @rocketribeiro89
Criado em Itaquera, Rocket constrói personagens e narrativas inspirados pela cultura hip-hop dos anos 1990 e pelas cenas do cotidiano das periferias paulistanas. Seu trabalho é reconhecido pelo olhar atento à anatomia humana e às relações sociais presentes no espaço urbano.

Hell – Instagram: @hell_liz
Natural da Cidade Tiradentes, Hell encontrou na arte uma forma de expressão e transformação. Influenciado pela cena artística local, desenvolve trabalhos que valorizam a criatividade, a identidade periférica e o potencial da arte como instrumento de mudança social.

Moluco – Instagram: @marcosmoluco
Artista visual de Rondônia, Moluco atua no grafitti desde 2015. Sua produção combina letras e personagens inspirados em fotografias autorais. Ao longo da carreira, participou de projetos de destaque, como o Museu de Arte de Rua e iniciativas voltadas à inovação tecnológica aplicada à arte urbana.

Vannucci – Instagram: @vxnnucci
Artista multidisciplinar, Vannucci transita entre o grafite, a fotografia, o design gráfico, as artes digitais, o teatro e a escultura. Sua produção é marcada pela experimentação constante e pela busca de novas formas de expressão artística.

Denis Pinho – Instagram: @denis.pinho
Autodidata, Denis Pinho desenvolve trabalhos em diferentes linguagens visuais, incluindo pintura, fotografia e intervenções urbanas. Também atua como educador e palestrante, utilizando a arte como ferramenta de formação e diálogo.

Plexus – Instagram: @_plexus1
Com atuação na arte urbana desde 2000, Plexus desenvolve uma pesquisa visual baseada na transformação de letras em composições abstratas, conhecidas como Acid Letters. Sua obra estabelece um diálogo direto com a cidade e propõe novas formas de percepção do espaço urbano.

Fixxa – Instagram: @fixxabrasil
Pioneira do grafite feminino em Santos, Fixxa utiliza retratos femininos, palavras e diferentes técnicas de intervenção urbana para discutir temas relacionados ao protagonismo feminino, à ocupação dos espaços públicos e à transformação social por meio da arte.

Felipe Cortez – Instagram: @flpcortez
Artista e ilustrador paulistano, Felipe Cortez combina referências da pintura clássica e dos quadrinhos em uma produção marcada pela criação de personagens e narrativas visuais. Sua pesquisa explora diferentes técnicas e possibilidades expressivas.

Tiago Icone K – Instagram: @iconek
Pesquisador do grafitti desde 1999, Tiago Icone K desenvolve uma linguagem visual que une a tradição do grafite paulistano a referências da arte contemporânea. Seu trabalho é marcado por formas fragmentadas, cores vibrantes e influências musicais que dialogam com jazz, soul, rock e hip-hop.